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jan 2026
A confiança entre clientes e empresas exige ética
Rogério Domingos

A confiança tornou-se um dos principais ativos estratégicos das empresas na economia digital. Em um cenário marcado pela coleta massiva de dados, pela automação de decisões e pelo uso intensivo de inteligência artificial e analytics, a forma como as organizações tratam as informações de clientes deixou de ser apenas uma questão técnica ou jurídica. Tornou-se uma questão de reputação, valor de marca e sustentabilidade dos negócios.

Em 2026, esse cenário se consolida com ainda mais força. Empresas que ignoram princípios éticos no uso de dados, modelos analíticos e inteligência artificial enfrentam não apenas riscos regulatórios, mas impactos diretos na percepção de confiança por parte de consumidores, parceiros e da sociedade. Ética em analytics deixa de ser um tema periférico e passa a ocupar o centro da estratégia corporativa.

A ética em dados e analytics envolve transparência, consentimento informado, responsabilidade no uso das informações, proteção à privacidade e prevenção de vieses discriminatórios. Trata-se de garantir que os dados sejam utilizados com propósito legítimo, clareza e respeito aos direitos dos indivíduos. Quando essas premissas são negligenciadas, o efeito não é apenas operacional: a confiança se rompe.

Estudos globais recentes reforçam esse cenário. O Edelman Trust Barometer 2025, um dos principais relatórios internacionais sobre confiança institucional, aponta que os consumidores estão cada vez mais atentos ao comportamento ético das empresas, especialmente no uso de tecnologia, inteligência artificial e dados. A confiança deixou de estar associada apenas à qualidade de produtos e serviços e passou a estar diretamente ligada à integridade das práticas corporativas.
Rogério Domingos, diretor executivo

Outro dado relevante aparece em pesquisas globais sobre o uso de inteligência artificial e analytics, como o relatório “Trust, Attitudes and Use of Artificial Intelligence: A Global Study 2025”, da KPMG, que demonstra uma crescente ambivalência da população em relação ao uso de tecnologias baseadas em dados. A percepção de risco, vigilância excessiva e uso indevido de informações pessoais impactam diretamente a disposição das pessoas em confiar em marcas e organizações.

Esse movimento revela uma mudança estrutural no comportamento do consumidor: confiança não é mais construída apenas por meio de discurso institucional, mas por práticas concretas, verificáveis e consistentes. Empresas que adotam modelos opacos de coleta de dados, que não explicam claramente como as informações são utilizadas, ou que utilizam analytics de forma invasiva, tendem a perder legitimidade social.

Em 2026, não será suficiente ser uma empresa orientada por dados. Será essencial ser uma empresa orientada por dados e por valores. A maturidade digital passa, inevitavelmente, pela maturidade ética.

Ignorar esse movimento significa comprometer a relação com consumidores, fragilizar a reputação institucional e colocar em risco a sustentabilidade do negócio no médio e longo prazo. A confiança, uma vez perdida, é difícil de reconstruir. Por isso, a ética em analytics não deve ser tratada como um discurso, mas como uma prática estruturante da cultura organizacional.

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