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nov 2025
Quando a margem sobe e o ceticismo desce
Rogério Domingos

Toda revolução tecnológica segue um roteiro conhecido. A novidade chega, a resistência aparece e, por fim, os resultados fazem o discurso inicial parecer antiquado. Com a inteligência artificial, acontece exatamente assim. Há sempre um grupo de executivos experientes e bem intencionados que enxerga a IA como uma alteração de arquitetura feita com o sistema em pleno funcionamento. A sensação é compreensível: “se eu mexer nisso agora, posso comprometer o que funciona”. E esse receio não surge do nada, porque uma implementação ruim de IA gera ruído, retrabalho, viés, risco regulatório, custos invisíveis e frustração.

É justamente aí que tudo fica interessante. Existe uma pergunta simples que costuma desmontar os céticos profissionais: se a IA aumentar sua margem de forma relevante, você manterá a mesma crítica com o mesmo vigor? A experiência indica que não.

A resistência costuma surgir com argumentos sofisticados, como a preservação do toque humano ou a desconfiança em decisões automatizadas. No entanto, quase sempre se apoia em fatores mais básicos: o medo de perder o controle do processo e o medo de errar em público. Implementar IA exige revisar fluxos, redefinir indicadores, treinar pessoas, ajustar cultura e criar governança. Essas mudanças colidem com a rotina, com as zonas de conforto e com a sensação de segurança que acompanha o “sempre fizemos assim”. No fim das contas, a IA não confronta o negócio, e sim o costume.
Rogério Domingos, Diretor executivo

Há exemplos reais que mostram como essa resistência se dissolve quando os resultados aparecem. A IgniteTech, empresa global de software corporativo, passou por um reposicionamento profundo para atuar como uma operação orientada por IA. O início foi marcado por resistência interna, algo comum em processos dessa natureza. O resultado, porém, chamou atenção: ao integrar IA e automação em produtos e processos, a empresa passou a operar com margem EBITDA próxima de 75%, ampliou a velocidade de entrega e lançou novos produtos. Não se trata de uma receita universal, mas de um sinal claro: quando a IA deixa o discurso e passa a impactar a margem, o ceticismo muda de tom.

Isso acontece porque a IA fortalece pontos essenciais de qualquer operação. Ela reduz custos invisíveis, como retrabalho e tarefas repetitivas; permite crescer sem ampliar a equipe na mesma proporção; e eleva a precisão das decisões, diminuindo achismos e acelerando ajustes. Quando esses elementos são aplicados com métricas claras, governança e casos de uso bem definidos, a IA deixa de ser experimento e se torna motor.

A pergunta, portanto, permanece. Se amanhã você perceber que a IA aumentou sua conversão, reduziu custos operacionais, diminuiu churn, acelerou tempos de resposta, otimizou sua cadeia, seu atendimento e seu produto, e ainda deu à sua margem o fôlego que você buscava há anos, continuará dizendo que “não confia”?

Ou admitirá, ainda que de forma discreta, que talvez tenha sido rígido demais?

O mercado não premia quem resiste. Premia quem aprende rápido.

E, quando a inteligência artificial faz a margem subir, até o ceticismo acompanha o movimento.

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