As transformações no mercado de trabalho nos últimos anos mudaram definitivamente a relação entre pessoas e empresas. Não basta mais oferecer benefícios tradicionais, um contrato CLT e uma cadeira confortável. Hoje, colaboradores buscam pertencimento, propósito, acolhimento e um ambiente capaz de proporcionar bem-estar emocional, segurança psicológica e desenvolvimento real. Nesse cenário, o Employee Experience (EX) deixa de ser tendência e passa a ser essencial.
Em meus anos de experiência, impulsionei o fortalecimento dessa visão. Acredito que cuidar da experiência dos nossos colaboradores não é apenas um dever moral, mas uma forma de sustentar crescimento, inovação e qualidade no serviço que entregamos. Afinal, empresas são feitas de pessoas, e pessoas constroem resultados quando se sentem valorizadas, reconhecidas e integradas ao propósito coletivo.
Outra pesquisa do BMC, realizada no mesmo ano e aplicada com 690 profissionais, reforça a relação clara entre clima saudável, satisfação e bem-estar psicológico. O estudo evidencia que o ambiente de trabalho, a tecnologia e a organização interna são variáveis-chave na experiência do colaborador.
O Employee Experience nos convida a olhar para dentro com profundidade a forma como acolhemos novos talentos, como comunicamos nossas decisões, como treinamos lideranças e como promovemos o bem-estar dentro das equipes. São essas práticas que moldam o sentimento de pertencimento e constroem uma cultura capaz de reter talentos e atrair profissionais cada vez mais alinhados aos nossos valores.
O ano de 2025 também traz novos insights. Um estudo intitulado “Onboarding: a key to employee retention and workplace well-being” demonstra que processos de onboarding bem estruturados reduzem a intenção de turnover e aumentam a identificação organizacional e o bem-estar dos recém-contratados. Isso evidencia o impacto do início da jornada de trabalho na experiência geral do colaborador.
Essas descobertas reforçam aquilo que, na prática, quem trabalha com pessoas já sabe: experiência não é um setor, é uma cultura. Não se limita ao RH. Envolve líderes, comunicação interna, processos, tecnologia e a forma como a empresa enxerga seu propósito.
Se os anos de 2024 e 2025 consolidarem dados que comprovam o impacto do EX, 2026 será o período em que as empresas brasileiras precisarão transformar essas evidências em prática. Esse movimento exige mensurar, ouvir, ajustar e agir continuamente. Employee Experience não é um programa fechado, mas um ciclo permanente de evolução.